Tag: inovação

O Ecossistema de Inovação de Israel

Parceria internacional amplia oportunidades para membros do NRGHub

O NRGhub firma parceria com a Embaixada de Israel por meio da Israel Trade & Investment Brasil para promover cooperações internacionais e mais inovação para os negócios nacionais.

Já no primeiro semestre de 2021 traremos uma agenda de eventos digitais e gratuitos, abordando temas relacionados ao setor de energia como novas tecnologias, blockchain, inteligência artificial, inovação aberta e muito mais.

O Ecossistema de Inovação de Israel

Com 70 anos, vinte e dois mil quilômetros quadrados, uma população de oito milhões de pessoas e um PIB de cerca de US$303 bilhões, Israel surpreende.  A experiência do país em superar desafios gera tecnologias avançadas e oportunidades para muitos setores. De nanotecnologia, tratamento de água, cybersegurança, até equipamentos médicos, Israel possui os procedimentos mais avançados no mundo. Por meio de políticas direcionadas, do fomento do empreendedorismo e do investimento de cerca de 5% do PIB em P&D anualmente, Israel tornou-se um gigante da inovação, abrigando mais de 7.000 startups.

Desde sua fundação, Israel tem colocado grande ênfase na conservação de energia, desenvolvendo soluções inovadoras, alternativas e sustentáveis para combater a falta de recursos naturais do Estado e almejando tornar-se totalmente independente do petróleo. De energia solar térmica – aperfeiçoada durante décadas – ao desenvolvimento de biocombustíveis, o país tem contornado suas desvantagens naturais, alcançando grande sucesso e demonstrando experiência e conhecimento no setor de energia sustentável.  A indústria de energia sustentável israelense é, hoje, considerada pioneira global graças à descoberta de inovações tecnológicas nas áreas de energia solar e geotérmica, bem como biomassa, vento e energia das ondas. Atualmente, Israel é um dos países líderes em tecnologias limpas inovadoras e conta com 500 empresas em atividade – 200 no setor de energias renováveis (solar, eólica, etc); 100 no setor de eficiência energética; 150 na área de smart energy e smart management; e 50 na área de recicláveis e tecnologias ambientais.

Sobre o Israel Trade & Investment no Brasil

Israel Trade & Investment pertence a uma rede de mais de 40 escritórios comerciais localizados nos principais centros de negócios ao redor do mundo e faz parte do Departamento de Comércio Exterior do Ministério de Economia de Israel. Nós conectamos oportunidades e desenvolvemos cases de sucesso entre empresas israelenses e brasileiras em diversos setores. Também trabalhamos com a implementação e manutenção de acordos bilaterais, como o Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Israel.

Como podemos ajudar?

  • Apresentação de tecnologias inovadoras israelenses e oportunidades de negócios
  • Busca por tecnologias específicas em Israel
  • Organização de delegações comerciais para Israel
  • Matchmaking e coordenação de reuniões em feiras nacionais & internacionais
  • Informações sobre o Acordo de Livre Comércio entre Israel & Mercosul e Imposto de Importação vigente

Para saber mais acesse: http://israeltrade.org.br/

 

Para saber mais acesse: http://israeltrade.org.br/

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O que esperar para 2021 no setor de energia?

Em 2019, a maioria das expectativas para 2020 era otimista: a economia mundial e brasileira cresceria, nossa agenda de reformas evoluiria e a maior incerteza era a eleição americana. A pandemia do coronavírus nos relembrou de maneira devastadora como é difícil fazer previsões. Literalmente em poucas semanas, 2020 passou a ser um ano de tragédias, gastos globais em escala inimaginável, avanços heroicos da ciência e mudanças radicais na vida das pessoas. Diante deste quadro, todos imaginamos que problemas muito importantes como os da mudança climática e transição energética, que já enfrentavam dificuldades políticas, seriam ignorados. Novamente, e desta vez de maneira encorajadora, a realidade foi bem diferente do previsto.

A necessidade de fazer gastos trilionários de apoio a pessoas e empresas em dificuldades devido à pandemia acelerou o consenso sobre gastos públicos em um ambiente de taxas de juro nulas, ou até negativas, e que possivelmente durará muitos anos. Numa reversão da doutrina de décadas sobre equilíbrio fiscal, concluiu-se que investimentos maciços em infraestrutura não seriam inflacionários, pois o benefício econômico mais do que compensaria seu pagamento futuro. Como consequência, a União Europeia e o novo governo dos Estados Unidos apresentaram planos de estímulos à recuperação econômica em 2021 que destinam trilhões de dólares na chamada “transição energética”: investimentos em infraestrutura e inovações visando a neutralidade nas emissões de carbono no planeta. Estas políticas governamentais foram acompanhadas pelo setor privado: fundos como BlackRock, que faz a gestão de ativos da ordem de 7 trilhões de dólares, lideraram um movimento de incorporação da agenda ESG (Environment, Society and Government) em todas as análises das empresas em seu portfólio. A mesma agenda ESG está sendo incorporada às análises de risco de bancos de investimento e seguradoras no mundo inteiro, levando a um “círculo virtuoso” muito encorajador.

E como fica o Brasil neste novo ambiente?

Nossa situação em termos de recursos físicos é privilegiada, pois já partimos de uma matriz energética de baixo carbono e dispomos de opções de expansão que são simultaneamente de baixa emissão e economicamente competitivas, o que alinha dois fatores importantes. Nossa matriz energética é, adicionalmente, bem adaptada para a descarbonização de outros setores, como transporte: dispomos de etanol, biodiesel, eletricidade limpa para veículos elétricos e podemos ser competitivos para a produção de hidrogênio “verde”, tema de grande interesse para a Europa e Ásia. Também temos muitas alternativas para utilizar o gás do pré-sal para gerar riqueza ao país com benefícios ambientais, deslocando combustíveis mais poluentes na geração de eletricidade e na indústria, ou até mesmo colocando termelétricas nas plataformas de petróleo, que já dispõem de captura de carbono. Esta abundância de recursos deixa claro que os desafios energéticos do país não são físicos, nem requerem subsídios que poderiam sacrificar outras necessidades da economia. Desta forma, nossa prioridade absoluta deve ser no campo das reformas estruturais, visando criar e/ou modernizar marcos regulatórios necessários que viabilizem a criação de uma economia de baixo carbono eficiente e com instrumentos de transferência dos benefícios para o setor produtivo e sociedade em geral.

Com isto, entramos no tema central deste artigo: o que podemos esperar, e atingir, em 2021?

Por não ser um ano eleitoral, este possivelmente é o último ano para o governo aprovar reformas importantes no legislativo. O setor elétrico, em particular, começa o ano com uma agenda intensa. Há pautas bem encaminhadas, como a Medida Provisória (MP) 998/2020, que remaneja recursos para reduzir as tarifas de energia de consumidores e encerra os subsídios das renováveis. Ela precisa ser apreciada pelo Senado até o início de fevereiro para não “expirar”. Há projetos importantes como a privatização da Eletrobras, mas com evolução incerta; e o projeto de modernização do setor elétrico, que ainda aguarda tramitação no Senado, e deveria ser estar no topo da lista das pautas prioritárias para 2021. Em paralelo, ainda temos projetos relevantes com superposições aos anteriores, o que exigiria uma mínima coordenação legislativa, mas cujo avanço é ainda mais incerto: marco da geração distribuída, marco regulatório do prosumidor de energia elétrica e o código brasileiro de energia elétrica. O setor de gás aguarda com ansiedade o trâmite e aprovação no Congresso do projeto de lei que viabiliza o Novo Mercado de Gás, fundamental para mais eficiência a esta indústria. E a indústria de infraestrutura como um todo aguarda a tramitação do projeto de lei sobre licenciamento ambiental de projetos no Brasil.

No cenário otimista em que todos são aprovados, a atividade regulatória será ainda mais intensa. Por falar em regulação, é no setor elétrico que estão as maiores expectativas. O mercado espera resolver definitivamente a judicialização do risco hidrológico que permitirá o destravamento da CCEE e aguarda a abertura pela ANEEL de uma consulta pública sobre a segurança financeira das operações de comercialização no mercado. Em a MP 998 sendo aprovada, as diretrizes do mecanismo que substituirá o atual esquema de incentivos às renováveis precisarão ser anunciadas em até 12 meses após a publicação da nova lei, tornando 2021 um ano essencial para as discussões relacionadas. Em temas mais específicos, as discussões acerca da revisão das condições comerciais da compra da energia de Itaipu pelo Brasil (Anexo C) precisam avançar, assim como a regulamentação do “constrained off” eólico, solar e hidroelétrico e as adequações regulatórias para implantação de usinas híbridas de sistemas de armazenamento. No segmento de distribuição, as empresas aguardam a decisão final da ANEEL sobre o reequilíbrio contratual pelos impactos da pandemia. Estas mesmas empresas aguardam com ansiedade as discussões sobre a revisão da regulação sobre a geração distribuída, pauta que também circula no legislativo.

Pelo lado da comercialização de energia, 2021 já inicia com o preço da energia no atacado (PLD) em base horária, um vetor de eficiência que melhora o sinal econômico, permite criar novos produtos e serviços e demandará novas práticas de gestão de riscos ao mercado. Embora o consumidor cativo ainda não perceba estes sinais econômicos, sua implementação é um avanço. Da mesma forma, os primeiros derivativos financeiros começaram a ser negociados no Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE), um importante passo para separar os mercados físicos e financeiros de eletricidade.

Os leilões do setor elétrico oferecerão oportunidades de investimento em geração e transmissão. O “tamanho” dos leilões de geração dependerá muito da recuperação econômica e do ritmo de crescimento do mercado livre e da geração distribuída, que em 2020 “puxaram” os investimentos em renováveis e assim seguirão. A ANP retomou os processos para a 17ª rodada de licitações de blocos de exploração e produção de óleo e gás. E espera-se que, também em 2021, na área do pré-sal, ocorram a 7ª rodada de licitação e que o governo oferte novamente as áreas de Sépia e Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos. O sucesso destes leilões dependerá das expectativas de investidores com o mercado de óleo e gás interno e externo, que por sua vez, possuem oportunidades e riscos em função dos avanços regulatórios no Brasil (caso do gás), dos leilões de energia e do sucesso da implementação dos pacotes de energia limpa em outros países, que afetam as expectativas de consumo e preço destes energéticos.

E no meio de toda esta agenda, 2021 inicia com as hidroelétricas com reservatórios muito baixos e recebendo chuvas bem abaixo da média histórica. Certamente isto provocará debates acalorados sobre a segurança de suprimento de eletricidade e acirrará os conflitos pelos usos múltiplos da água. A situação física de fato inspira monitoramento e cuidados e 2021 será mais um ano onde os preços e tarifas de energia estarão vulneráveis à realização das chuvas.

Por fim, os crescentes avanços tecnológicos, acelerados em 2021 pelos pacotes de transição à economia de baixo carbono de muitos países, introduz uma oportunidade para plataformas que fomentem inovação em tecnologia, serviços e modelos de negócios. Marketplaces entre investidores e startups é o que o Brasil precisa para, no meio da modernização de nossos marcos regulatórios, traduzir nossa oportunidade energética em mudanças com benefícios para a sociedade.

Sabemos que fazer previsões é difícil, especialmente sobre o futuro. Mas como dito por Antoine de Saint-Exupery, o futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. Ou, nas palavras de Alan Kay, o inventor da interface gráfica dos computadores da Apple, não conseguimos prever o futuro, mas sim inventá-lo. E nesse sentido, a agenda de trabalho do setor de energia para 2021 será, como em anos anteriores, fundamental no contínuo processo de construção de inovações para uma indústria melhor.

Sobre Luiz Barroso:

Luiz Barroso é Presidente da PSR. Foi presidente da EPE e visitante na Agência Internacional de Energia. Possui experiência de mercado e acadêmica em planejamento, operação, regulação e gestão de riscos em mercados de energia e gás em mais de 30 países.  É graduado em matemática e possui doutorado em matemática aplicada (otimização) pela COPPE-UFRJ.

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Paraná Inovador

Acompanhamos a Semana Paraná Inovador e identificamos muitas oportunidades no Estado relacionadas ao tema INOVAÇÃO. Aproveitamos a oportunidade para entrevistar Henrique Domakoski, Superintendente Geral de Inovação do Governo do Paraná e saber mais sobre o que o Estado vem fazendo para impulsionar o desenvolvimento e a cultura inovadora por aqui.

NRGHUB: Na sua visão o que é inovação?

Henrique Domakoski:

Inovação, num sentido mais amplo, acaba sendo qualquer coisa que se faça de uma forma diferente do que comumente vem sendo feita e que traga algum benefício, seja na melhoria da eficiência, seja na redução de custo e até menos na economia de tempo. E que não necessariamente está vinculada à tecnologia.

As pessoas confundem muito tecnologia com inovação, mas TECNOLOGIA É UM MEIO e não o objetivo fim. A inovação é vista e pode ocorrer em processos, produtos, serviços, ou seja, em diversas formas. E a tecnologia vem, muitas vezes, permitir que a inovação aconteça.

 

NRGHUB: Quais seriam os eixos estratégicos para a inovação do Estado do Paraná?

Henrique Domakoski:

O Estado do Paraná tem tudo para ser o Estado mais inovador do Brasil, mas não se pode olhar a inovação paranaense dissociada da tríplice hélice.

Temos um Governo cuja pauta principal é baseada na inovação para fazer prosperar um futuro inclusivo e sustentável no médio e longo prazo.

Temos ainda, uma academia que historicamente, produziu (e ainda produz) muito conhecimento e que hoje está alinhada e disposta a atuar conjuntamente com o setor produtivo e empresarial, fato fundamental para que a inovação aconteça. A inovação só é inovação quando transborda os muros das universidades, por exemplo, e atinge o mercado, gerando impacto social.

E por fim, temos um setor empresarial que vem se organizando para atuar junto à academia e governo, fazendo com que de fato a inovação aconteça.

É importante ressaltar que o papel do Estado do Paraná é e deve ser coadjuvante. Os protagonistas da inovação são os empreendedores e a academia. Nesse prisma estratégico, o Estado atua como um facilitador e catalisador, incentivando a inovação.

 

NRGHUB: Quais os desafios e oportunidades para o Estado no quesito inovação?

Henrique Domakoski:

É importante analisar a inovação do Estado de duas formas: da porta pra dentro e da porta pra fora. Quando analisamos, historicamente, o comportamento da máquina pública, ela ainda está na década de 80 e isso não acontece apenas aqui, mas em diversos estados brasileiros.

Em contrapartida, o setor privado avança com modelos de gestão eficientes e modernos. E com certeza, precisamos levar essas práticas do setor privado para dentro do setor público. Com isso, acabamos passando pela inovação, fazendo com que o Estado no final do dia preste melhores serviços para a população, seja mais eficiente e moderno.

 

NRGHUB: Sabemos da relevância do agronegócio para a economia do Estado. Como a inovação tem influenciado este setor?

Henrique Domakoski:

O Paraná é o maior consumidor de tecnologia agro do mundo, em função da sua relevância. No entanto, nós ainda somos muito incipientes na produção tecnológica voltada ao mercado agro.

Esse cenário vem mudando e vemos um crescimento dessa produção tecnológica em Londrina, por exemplo, com a presença de um polo de agtechs.

 

NRGHUB: Falando como um hub de negócios que fomenta o desenvolvimento do setor energético no nosso Estado do Paraná, no Brasil e no mundo, o NRGHUB se baseia muito na inovação e sustentabilidade de projetos relacionados a energias renováveis, bioeconomia, entre outros segmentos de mercado correlacionados. Como a energia tem influenciado as tomadas de decisão no Estado do Paraná? E o que ainda precisa ser feito para impulsionar o crescimento do Estado neste segmento?

Henrique Domakoski:

O Estado do Paraná tem sido considerado protagonista neste tema, principalmente quando falamos de Eletromobilidade. Eu estive recentemente representando o Governo em um dos maiores Congressos Nacionais de Eletromobilidade onde fomos referenciados na abertura do evento como um modelo para os demais Estados brasileiros.

Neste quesito, o Paraná isentou impostos como IPVA e ICMS dos veículos elétricos com o intuito de incentivar o consumo dessa nova forma de mobilidade e adotar práticas internacionais relacionadas à eletromobilidade. Ainda, nosso Estado possui a maior eletrovia do país, ligando Foz do Iguaçu ao porto de Paranaguá. Por fim, eu não poderia deixar de citar a COPEL que vem investindo em P&D neste segmento, colocando o Estado numa posição de destaque nacional.

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Henrique Domakoski é superintendente Geral de Inovação do Estado do Paraná. Graduado em Direito pela Faculdade Curitiba e em administração de empresas pela FAE. Especializado em Business pelo MIT Sloan School of Management. Antes da superintendência foi fundador e CEO da Troc, maior brechó online do Brasil e VP de Novos Negócios da Associação Comercial do Paraná.

 

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