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Selo Energia Verde marca relacionamento de longo prazo da Electra com setor sucroenergético

Empresa atua há mais de dez anos em parceria com usinas para viabilizar a negociação de sua energia no mercado livre de fontes incentivadas.

 

A Electra Energy, comercializadora com ampla atuação no mercado de fontes renováveis de energia, acaba de obter o Selo Energia Verde, concedido pela União da Agroindústria Canavieira (Unica). O Selo marca um relacionamento de longo prazo da Electra com o setor sucroenergético, por meio da negociação de energia gerada a partir da biomassa de cana-de-açúcar. “A empresa atua há mais de dez anos em parceria com as usinas para viabilizar a negociação de sua energia no mercado livre de fontes incentivadas”, afirma o vice-presidente de Operações da comercializadora, Claudio Fabiano Alves.

O Mercado Livre de Energia é destino prioritário da eletricidade produzida nas usinas de cana-de-açúcar. “Atualmente, 78% da energia disponibilizada à rede por essa fonte é destinada a consumidores especiais, que podem comprar energia no mercado livre desde que contratada de fontes incentivadas, como é o caso da biomassa”, afirma Alves, com base em dados da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

Além de ser uma fonte renovável e sustentável, outra vantagem da energia gerada a partir da biomassa é a complementariedade sazonal da fonte com as hidrelétricas, ajudando a preservar os reservatórios nas épocas de secas, além da proximidade dos centros de carga. “Em 2018, mais de 80% da geração por essa fonte estiveram concentrados no submercado Sudeste/Centro-Oeste, responsável por quase 60% do consumo nacional, o que reduz perdas nos sistemas de transmissão”, revela o executivo da Electra.

Além disso, a fonte é neutra em termos de emissões de gases de efeito estufa. De acordo com estimativas da Unica, apenas com a bioeletricidade ofertada para a rede elétrica pelo setor sucroenergético, o setor elétrico evitou a emissão de aproximadamente 6,5 milhões de toneladas de CO₂ na atmosfera em 2018, o equivalente ao cultivo de 44 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos.

Contudo, o setor ainda enfrenta alguns desafios. Desde 2015, os geradores a biomassa não conseguem receber adequadamente valores de liquidação financeira decorrentes de geração excedente à garantia física comprometida em seus contratos. “Estima-se que os geradores de bioeletricidade tenham R$ 500 milhões retidos”, revela Alves, com base em dados da Unica. “Outro desafio está na garantia física das usinas, que determina a quantidade de energia elétrica passível de contratação no mercado. Estima-se que o setor sucroenergético possa elevar a geração em mais de 20%, em curto/médio prazo, sem necessariamente investir em capacidade instalada”, acrescenta.

Apesar de entraves, as perspectivas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) são de um crescimento orgânico constante da participação da biomassa no parque gerador nacional, que deve aumentar dos 13,5 GW instalados em 2017 para 16,6 GW em 2027. Já a produção anual de energia deve passar de 25 TWh para 38 TWh.

Claudio Alves comenta que é crescente o uso de outras biomassas além da cana-de-açúcar, como casca de arroz, lixívia (resíduo da indústria de papel e celulose), capim elefante e resíduos do processamento de madeira (na forma de pellets, usados no lugar de combustíveis fósseis em aplicações como chama direta, aquecimento de água, ar quente ou vapor em alta pressão).

Além disso, os resíduos orgânicos produzidos nos centros urbanos também têm sido uma oportunidade de geração de energia limpa. “O Brasil começa a atentar cada vez mais para o uso de resíduos urbanos. É possível gerar energia com biogás produzido a partir da decomposição de lixo e de esgoto, e até mesmo a partir do processamento direto dos resíduos. Embora ainda tenha representatividade muito pequena na matriz elétrica brasileira, essa prática deve crescer muito nos próximos anos, uma vez que ajuda tanto a aumentar a produção de energia, como a resolver o gravíssimo problema do lixo”, afirma Alves.

 

Selo Energia Verde reforça sustentabilidade da bioeletricidade

O Selo Energia Verde reforça, junto à sociedade, a sustentabilidade da energia gerada a partir da biomassa e representa uma oportunidade para os consumidores e comercializadoras demonstrarem sua preocupação com o consumo responsável de energia, conforme o gerente de bioeletricidade da Unica, Zilmar de Souza.
A certificação é uma iniciativa da entidade em cooperação com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e apoio da Abraceel. Para ter direito ao Selo, a empresa precisa ser associada à Abraceel e agente da CCEE, além de ter adquirido energia elétrica de unidades produtoras com Certificado de Bioeletricidade. O contrato de aquisição tem que estar registrado na CCEE e corresponder a, no mínimo, 0,3 MW médio/ano e ter prazo de validade de 6 meses.

 

 

Sobre a Electra Energy

A Electra Energy é uma das maiores comercializadoras independentes de energia do país. Fundada em 2001, foi pioneira na negociação de energia de fontes incentivadas para consumidores especiais e já negociou mais de 40.000 GWh no mercado livre. Com sede em Curitiba (PR), a empresa também desenvolve estudos para avaliar de maneira permanente as condições de preços e disponibilidade de energia no mercado, sempre orientando clientes e parceiros quanto à melhor forma, momento e condições para a contratação de energia, entre outras atividades. Mais informações: www.electraenergy.com.br/

 

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