Category: Parceiros

A eficiência energética como estratégia de desenvolvimento

A eficiência energética como estratégia de desenvolvimento

Em entrevista exclusiva, conversamos com Thales Terrola e Lopes, especialista convidado da newsletter de Abril/2021 do NRGhub – 1º Energy Hub do Brasil, para falar sobre a importância da eficiência energética como estratégia de desenvolvimento econômico; sobre a Era da Conectividade e seu o impacto para o setor de energia e cases de sucesso e inovação quando o tema é “eficiência energética”.

Conceituando a eficiência energética nos tempos modernos

A definição clássica da eficiência energética consiste na relação entre a quantidade de energia empregada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização. Esta definição física da eficiência energética sempre será válida, mas nos tempos modernos a eficiência energética também se apropriou de conceitos das engenharias, economia e administração, aplicando-os aos sistemas energéticos.

Assim, torna-se difícil apresentar uma conceituação única nos dias de hoje para a eficiência energética, pois ela pode variar em função dos conceitos considerados na sua definição. Particularmente, para Thales Lopes, especialista convidado pelo NRGHub, a conceituação da eficiência energética em um espectro mais amplo, poderia ser avaliada como Gestão Energética. “Na gestão energética não se trabalha o conceito de eficiência energética de modo pontual, mas sim, através de um processo que leva uma organização pública ou privada a buscar continuamente a redução de seu consumo de energia, o aumento da eficiência energética de seus processos e o mais adequado uso da energia necessária para viabilizar as suas atividades.” acrescenta, Thales.

Uma correta gestão energética em uma organização ocasionará redução dos custos de produção, aumento da segurança energética, e, indiretamente, a redução das emissões de gases do efeito estufa. Com os recursos hoje disponíveis, não devemos nos ater a ações pontuais de eficiência energética, que posteriormente venham ser abandonadas, mas sim a um processo contínuo de busca pela eficiência, e neste contexto, o conceito de gestão energética se enquadra adequadamente.

A eficiência energética tem uma importãncia crescente na vida das pessoas e com impactos que podem ser hoje facilmente perceptíveis. À medida que enfrentamos o esgotamento dos recursos naturais, e a consequente elevação dos preços dos insumos energéticos, a adoção de práticas de eficiência energética passam a ter impacto direto no poder financeiro das pessoas, principalmente em tempos de crise econômica, como vivemos atualmente. Paralelamente aos benefícios econômicos advindos das ações de eficiência energética, o meio ambiente também agradece, com menor utilização dos recursos naturais e emissão de gases e resíduos poluentes, contribuindo assim para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.

A eficiência energética como estratégia de desenvolvimento

Uma das estratégias adotadas pelos países desenvolvidos para impulsionar o crescimento econômico é investir em tecnologias e práticas mais eficientes. Um exemplo claro de que a eficiência energética deve ser tratada como instrumento de apoio a retomada econômica está no Plano de recuperação econômica para os EUA apresentado pelo Presidente Biden, no qual a transição para um parque de geração renovável e a eficiência energética são pontos importantes em sua estratégia de recuperação.

Em períodos como o que atravessamos hoje, onde os preços dos insumos energéticos sofrem pressão pela sua elevação, como exemplo o petróleo, o investimento em eficiência energética mostra-se ainda mais viável economicamente, sendo a principal estratégia a ser adotada por organizações públicas e privadas para a redução das despesas com os insumos energéticos. Estes recursos financeiros não gastos com recursos energéticos podem ser direcionados para outros setores ou atividades, contribuindo para a manutenção da atividade econômica da organização. O investimento em eficiência energética por empresas e municípios, neste momento de crise acentuada e elevação dos preços dos insumos energéticos, resultará em menores despesas com energia, seja petróleo, gás ou eletricidade, pagando-se o investimento em um horizonte de curto a médio prazo.

O assunto eficiência energética já permeia as organizações públicas e privadas brasileiras a algumas décadas, principalmente as maiores. Contudo a implementação de ações concretas não alcança a todas as organizações, havendo ainda um elevado potencial para eficientização da carga. Thales comenta que este cenário tende a se alterar cada vez mais nos próximos anos, com mais organizações implantando ações de eficiência energética, impulsionadas, principalmente, pela crescente elevação dos preços da energia. “A partir do momento que o insumo energia tiver um peso cada vez mais significativo nos custos das organizações públicas e privadas, a tendência é que a eficiência energética se torne elemento constante em seus planejamentos estratégicos.” destaca Thales Lopes.

A Era da Conectividade e a eficiência energética

A Era da Conectividade abre um novo contexto para as ações de eficiência energética em toda a sociedade. Com a crescente aplicação das tecnologias de informação e comunicação nas organizações, e a consequente intensificação da digitalização dos seus dados, volumes crescentes de dados passam a ser disponibilizados, permitindo a implementação de análises avançadas destes dados para tomada de decisão sob vários aspectos, onde a eficiência energética deve ser um deles.

A transformação digital tem potencial para alterar profundamente as ações de eficiência energética, principalmente em ambientes com processos produtivos, uma vez que possibilitam agora maior monitoramento, controle em tempo real, otimização e análises para uma tomada de decisão que preze pelo aumento da eficiência energética do processo envolvido. “Como exemplo dos benefícios da digitalização podemos pensar em um ambiente industrial, na qual uma série de sensores aquisitam os dados dos equipamentos\processos que monitoram, sendo estes dados transmitidos por uma rede de comunicação, por exemplo cabos de fibra ótica, para alimentar bancos de dados e sistemas computacionais. Softwares construídos utilizando técnicas de Inteligência Artificial e instalados nos sistemas computacionais realizam a análise remota dos dados, prezando, por exemplo, pela redução de consumo de energia, e assim definem o melhor ponto de operação para os equipamentos da planta, atuando automaticamente ou por intervenção humana nos mesmos.” exemplifica o especialista e engenheiro do PROCEL.

Thales destaca que “nem tudo serão flores” na relação entre a digitalização e a eficiência energética, pois a prevalência de cada vez mais dispositivos e servidores para armazenar e processar os dados produzidos pode resultar em grandes elevações no uso de energia por estes equipamentos, minimizando assim os benefícios advindos da eficiência energética.

Importante ressaltar que no caso brasileiro, o caminho da digitalização e da sua associação com a eficiência energética ainda está em estágios iniciais, com um longo caminho a ser percorrido, onde um grande desafio é viabilizar a incorporação pelas organizações e sociedade como um todo, de inovações que tenham como objetivo o aumento da eficiência energética.

A inovação como vetor de desenvolvimento da eficiência energética no Brasil

Uma das formas de fomentar a inovação está relacionada ao incentivo dado por órgãos de fomento a startups e empresas de pequeno porte de base tecnológica, com inovações relevantes em eficiência energética. Estas empresas, em geral, possuem boas soluções, com aplicação nos mais distintos setores, mas carecem de recursos financeiros, de suporte técnico e de negócios para alavancarem suas soluções e torná-las inovações preparadas para inserção no mercado.

Poucas são as startups e pequenas empresas de base tecnológica que sobrevivem ao “funil da inovação”, porém estas que se sobressaem, sempre apresentam inovações de alto impacto à sociedade, e em algumas situações, inovações disruptivas, capazes de alterar toda uma estrutura de mercado.

O apoio ao desenvolvimento das inovações, mostra-se um investimento assertivo, pois os recursos financeiros e/ou técnicos são alocados em soluções com considerável maturidade tecnológica, muitas vezes já avaliadas em ambiente real e com elevado potencial de mercado.

Thales comenta que no setor de eficiência energética aguardamos o surgimento de uma inovação disruptiva, como o Uber ou o Airbnb. Porém, para torná-la uma inovação real e não simplesmente um protótipo, o caminho é longo e árduo, e sem o apoio financeiro e/ou técnico das organizações que possuem estes recursos, a solução pode nunca se tornar uma inovação para o mercado de eficiência energética.

Esta estratégia de apoio às startups já se tornou prática em algumas concessionárias de eletricidade, que têm realizado chamadas públicas direcionadas a startups com inovações no segmento de eficiência energética, utilizando os recursos dos Programas de P&D ou PEE da Aneel. Outra importante iniciativa neste sentido está sendo executada pelo Procel em parceria com o Senai-RJ, através do Programa Lab Procel, desenvolvendo um programa de aceleração tecnológica para startups e pequenas empresas de base tecnológica com inovações em eficiência energética com elevada maturidade tecnológica e impactos relevantes para a sociedade.

Atualmente, estas ações de apoio ao desenvolvimento das inovações em eficiência energética estão dispersas e partem do interesse individual de cada organização. “Se o país caminhasse para um programa estruturado de apoio às inovações em eficiência energética, envolvendo variados agentes, desde a academia até as empresas e órgãos governamentais, com certeza aceleraríamos o nosso mercado da eficiência energética, podendo alcançar patamares de eficiência energética comparáveis aos de países desenvolvidos em um horizonte mais curto.” ressalta Thales.

Sobre Thales Terrola e Lopes:

Engenheiro Eletricista da Eletrobras \ Procel e Professor Adjunto II do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal Fluminense (UFF). Possui graduação, mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica, com ênfase em Sistemas de Energia Elétrica. Já atuou em diversas áreas da Eletrobras, como planejamento da expansão, gestão e execução de projetos de P&D, Programa Luz para Todos e atualmente atua como engenheiro no Procel, executando projetos de eficiência energética na indústria, iluminação pública e projetos de inovação tecnológica. Anterior a UFF, foi professor dos cursos de Engenharia Elétrica da UFRJ, CEFET-RJ e USU. Em conjunto a atividade docente na UFF, atua também como pesquisador e na orientação de projetos de pesquisa em nível de graduação e Mestrado.

Read More
Cidade Inteligente e Humana

Cidade Inteligente e Humana

A cidade inteligente tem como centro do seu planejamento as pessoas. Em diversos aspectos, a cidade que se planeja com cultura da inovação e o olhar no cidadão transforma a sua vida para melhor. No entanto, após anos de muito aprendizado e diversos projetos, estou cada vez mais convencida que a cidade inteligente depende de inúmeros fatores. Conhecendo cases de cidades mundo afora, chego à conclusão que não há receita, como também não há resposta errada, para a definição de SmartCity.

É certo ter na tecnologia um pilar estruturante para a implantação de um projeto de SmartCity. É indiscutível que a educação empreendedora e digital é um pilar fundamental. Educar as pessoas para a visão de uma cidade inteligente é um desafio e uma necessidade. Dar oportunidades para a inserção de jovens e idosos, incluir digitalmente a população mais vulnerável, pensar em acessibilidade e inclusão são preocupações constantes no planejamento público e privado.

Também é preciso dar mais oportunidade às mulheres, que podem ter uma participação importante na transformação das cidades e atuando em inovação e tecnologia. O percentual de mulheres entre profissionais de Tecnologia da Informação (TI) ainda é muito pequeno. Por isso são fundamentais iniciativas como a da regional do Paraná da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), que criou neste mês o Conselho Consultivo de Mulheres em Tecnologia, o qual terei a honra de presidir.

Ao se falar de cidade inteligente, também é certo falar em urbanização e sustentabilidade. As mudanças climáticas são tema urgente no mundo e as cidades precisam buscar alternativas para harmonizar a vida nos grandes centros, proporcionar qualidade de vida para que as pessoas morem, estudem, se desloquem, trabalhem e vivam com melhor mobilidade, espaços públicos mais atrativos enfim, ambientes completos, eficientes, e assim inteligentes.

Em Curitiba, por exemplo, ações fortes buscando desenvolvimento sustentável estão no DNA local. A cidade acompanha movimentos mundiais importantes, como o C40, rede de Grandes Cidades para Liderança do Clima, o que já resultou no PlanClima, Plano de Adaptação e Mitigação das Mudanças Climáticas de Curitiba, que tem ações como Desafio das 100 Mil Árvores; o Curitiba Mais Energia, que já transformou o Palácio 29 de Março em usina de energia solar; a multiplicação das hortas urbanas; a Fazenda Urbana; a grande cadeia de reciclagem; e o futuro processo de produção de Combustível Derivado de Resíduo junto às cimenteiras da Região Metropolitana.

Também tivemos apoio e recursos da C40 na estruturação de projetos para a implantação de usinas fotovoltaicas no bairro Caximba, a pirâmide solar no aterro sanitário desativado, na Rodoviária e nos Terminais Pinheirinho, Santa Cândida e Boqueirão.

A população quer viver num mundo onde a gente não seja refém do desequilíbrio climático. E uma das formas de combater isso é com a energia limpa, com a eletromobilidade, com a microbilidade moderna, em que a mobilidade é vista como um serviço em cadeia, o MAAS, mobility as a service.

Na Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, que representa o poder público municipal no movimento Vale do Pinhão, que reúne também universidades, instituições, indústrias, empresas, startups e investidores no ecossistema de inovação da cidade, trabalhamos com ênfase em pilares aderentes à cidade inteligente, como educação empreendedora, fomento à inovação, tecnologia, conexão e reurbanização e sustentabilidade.

Hubs como o NRGhub se alinham a esses pilares e são parte importante na chamada tríplice hélice, fundamental para o desenvolvimento econômico, social e humano das cidades, com poder público, academia e setor produtivo trabalhando em harmonia e colaboração para o desenvolvimento comum. Essa visão vem se fortalecendo com novos modelos de geração do conhecimento, e somam-se às três hélices a sociedade (quarta hélice) e o ambiente (quinta hélice), importantes na dinâmica da inovação.

E na Agência, particularmente, também estamos preparando o lançamento do nosso Hub de Inovação, cujo prédio entra em reforma nesse ano. Vamos prepará-lo para ser o Centro de Inovação mais moderno no Brasil, e um grande marco para a inovação na cidade. Será o primeiro prédio público inteligente da cidade, totalmente sustentável, dentro dos parâmetros do Certificado LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que credencia os chamados “edifícios verdes” ao redor do mundo. O Hub terá iluminação natural, captação de água de chuva, pouca geração de resíduos no processo construtivo, uso de energia solar e um moderno eletroposto para carregamento de carros elétricos.

O caminho está bem trilhado, mas a prontidão tem que ser permanente. A inovação só vale quando se torna um processo social e começa a melhorar a vida das pessoas. A cidade só é inteligente quando é humana.

Sobre Cris Alessi:

Publicitária, especialista em Marketing Digital e em Comunicação Digital na Gestão Pública. É presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, responsável pelos projetos de inovação de Curitiba com o movimento Vale do Pinhão. Também é presidente nacional do Fórum InovaCidades; do Conselho Municipal de Inovação de Curitiba; e do Conselho Consultivo de Mulheres em Tecnologia da Assespro-PR. Board Member. MasterClass Governança & Nova Economia certificada pelo Instituto Governança & Nova Economia. Palestrante. Professora.

Read More
ISRAEL, um dos principais ecossistemas de inovação do mundo

Israel, um dos principais ecossistemas de inovação do mundo

Em uma entrevista exclusiva com Israel Trade & Investments falamos sobre Israel, um país que vem surpreendendo globalmente quando o assunto é inovação. Um país jovem, porém, com uma história milenar, Israel possui um dos melhores índices mundiais de educação, uma das menores taxas de desemprego do mundo, traz políticas direcionadas ao empreendedorismo e investe cerca de 5% do PIB em P&D.

Perguntamos à Taly Segal, Cônsul para Assuntos Econômicos de Israel o que tem sido feito para tornar o país o principal ecossistema de inovação do mundo e em resposta Taly cita uma fala dito por Shimon Peres, ex-presidente de Israel: “Em Israel, uma terra carente de recursos naturais, aprendemos a valorizar nossa maior vantagem nacional: nossa mente. Por meio da criatividade e da inovação, transformamos desertos áridos em campos prósperos e abrimos novas fronteiras em ciência e tecnologia.”

 A história do estado de Israel foi traçada para criar um lugar onde as pessoas pudessem viver em uma terra básica sem recursos naturais. Portanto, o lugar da criatividade e da invenção sempre foi apoiado com todas as medidas pelo governo Israelense. “Mesmo sem garantias, era melhor tentar e falhar, do que não saber o resultado. Este estado de espírito permanece até hoje. Mais apoio de programas governamentais foram iniciados para ajudar as pessoas a terem uma ideia para iniciarem um produto / uma nova invenção com o governo compartilhando riscos e custos.” destaca a cônsul.

Hoje, Israel possui a Autoridade Israelense de Inovação, o Ministério da Economia e Indústria e outras instituições nacionais que promovem diferentes programas para startups e venture capital, localmente e com colaboração global.

A confiança do governo nas ideias passou para a Indústria e todos os parceiros relevantes, como a Academia e o Exército Israelense, para colaborar e encontrar a melhor maneira de criar o melhor produto a partir de qualquer sonho.

Potencial do Ecossistema de Inovação de Israel

Atualmente, Israel – um país de 9,2 milhões de pessoas – possui cerca de 4.000 startups. A diversidade é muito grande e dificilmente existem setores nos quais as empresas Israelenses não tentam pesquisar e desenvolver soluções próprias.

Taly ressalta que se o país precisar escolher o campo que mais se destaca, provavelmente será o de Cyber, IA, Segurança & Proteção, Saúde, Energia Limpa e Agricultura.

Um dos fatores mais importantes que trouxe sucesso para o Ecossistema Israelense é a grande colaboração entre os setores da sociedade. “Por exemplo, a Academia – toda Universidade Israelense possui um Centro de Inovação, centro de P&D para um campo específico, ou um acelerador para ajudar os alunos com novas ideias a desenvolvê-las da maneira mais eficiente possível. Há ainda uma colaboração direta com programas governamentais e/ou empresas privadas.” acrescenta Taly.

Em Israel, atualmente operam mais de 300 empresas multinacionais – a maioria delas procurou startups e integrou-as à empresa. O governo israelense atua proativamente incentivando e apoiando essa colaboração.

Oportunidades e conexões

A Cônsul para Assuntos Econômicos de Israel, Taly Segal aponta que O ‘estado de espírito israelense’ é o principal motor de todo o processo. O Israelense não tem medo de correr riscos, de falhar e de tentar de novo depois de aprender com seus erros. Existe uma mentalidade cultural de que “é melhor tentar do que não saber”. Além disso, a falta de uma hierarquia rígida demais, a sociedade não formal, o pensamento de “como se tornar global” também são uma vantagem cultural.

O rápido desenvolvimento do Ecossistema Israelense e o investimento em P&D deram a Israel um vasto conhecimento e experiência em distintos campos tecnológicos. Por estarem em um mercado pequeno, os Israelenses sempre pensam nos próximos passos de colaboração no exterior. Há muita vontade de compartilhar conhecimento e expandir com outros países.

Uma iniciativa que vem com o intuito de contribuir com o desenvolvimento de novos negócios é a parceria firmada entre o NRGHub e Israel Trade & Investiments. Esta aliança visa promover a conexão com o Ecossistema de Israel, bem como encontrar soluções relevantes, parceiros ou empresas para investir. E para isso está sendo organizado um ciclo de eventos digitais para apresentar oportunidades inovadores do ecossistema de Israel para o mercado brasileiro.

Read More
O Ecossistema de Inovação de Israel

Parceria internacional amplia oportunidades para membros do NRGHub

O NRGhub firma parceria com a Embaixada de Israel por meio da Israel Trade & Investment Brasil para promover cooperações internacionais e mais inovação para os negócios nacionais.

Já no primeiro semestre de 2021 traremos uma agenda de eventos digitais e gratuitos, abordando temas relacionados ao setor de energia como novas tecnologias, blockchain, inteligência artificial, inovação aberta e muito mais.

O Ecossistema de Inovação de Israel

Com 70 anos, vinte e dois mil quilômetros quadrados, uma população de oito milhões de pessoas e um PIB de cerca de US$303 bilhões, Israel surpreende.  A experiência do país em superar desafios gera tecnologias avançadas e oportunidades para muitos setores. De nanotecnologia, tratamento de água, cybersegurança, até equipamentos médicos, Israel possui os procedimentos mais avançados no mundo. Por meio de políticas direcionadas, do fomento do empreendedorismo e do investimento de cerca de 5% do PIB em P&D anualmente, Israel tornou-se um gigante da inovação, abrigando mais de 7.000 startups.

Desde sua fundação, Israel tem colocado grande ênfase na conservação de energia, desenvolvendo soluções inovadoras, alternativas e sustentáveis para combater a falta de recursos naturais do Estado e almejando tornar-se totalmente independente do petróleo. De energia solar térmica – aperfeiçoada durante décadas – ao desenvolvimento de biocombustíveis, o país tem contornado suas desvantagens naturais, alcançando grande sucesso e demonstrando experiência e conhecimento no setor de energia sustentável.  A indústria de energia sustentável israelense é, hoje, considerada pioneira global graças à descoberta de inovações tecnológicas nas áreas de energia solar e geotérmica, bem como biomassa, vento e energia das ondas. Atualmente, Israel é um dos países líderes em tecnologias limpas inovadoras e conta com 500 empresas em atividade – 200 no setor de energias renováveis (solar, eólica, etc); 100 no setor de eficiência energética; 150 na área de smart energy e smart management; e 50 na área de recicláveis e tecnologias ambientais.

Sobre o Israel Trade & Investment no Brasil

Israel Trade & Investment pertence a uma rede de mais de 40 escritórios comerciais localizados nos principais centros de negócios ao redor do mundo e faz parte do Departamento de Comércio Exterior do Ministério de Economia de Israel. Nós conectamos oportunidades e desenvolvemos cases de sucesso entre empresas israelenses e brasileiras em diversos setores. Também trabalhamos com a implementação e manutenção de acordos bilaterais, como o Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Israel.

Como podemos ajudar?

  • Apresentação de tecnologias inovadoras israelenses e oportunidades de negócios
  • Busca por tecnologias específicas em Israel
  • Organização de delegações comerciais para Israel
  • Matchmaking e coordenação de reuniões em feiras nacionais & internacionais
  • Informações sobre o Acordo de Livre Comércio entre Israel & Mercosul e Imposto de Importação vigente

Para saber mais acesse: http://israeltrade.org.br/

 

Para saber mais acesse: http://israeltrade.org.br/

Read More