Category: NRG Talks

Empresas membro do NRGHUB apresentam soluções de tecnologia e inovação em pitch day digital

Organizado pelo #NRGHUB, encontro reuniu 13 empresas que apresentaram seus modelos de negócio e aspectos inovadores aplicados ao setor de energias renováveis e sustentabilidade.

Empresas de diversos ramos de atividade participaram, no dia 21 de maio, do Energy Talks Digital: Pitch Day dos Membros do NRGHUB. Organizado pelo NRGHUB, o primeiro Hub de Energia do Brasil, a programação, que ocorreu de forma digital, teve como objetivo expor as soluções das empresas membro do NRGHUB, destacando o foco em inovação, tecnologia e sustentabilidade.

Ao todo, 13 empresas apresentaram seus produtos e serviços ao longo de três painéis divididos pelos temas Tecnologia, Gestão e Inovação, Energia e Sustentabilidade. Como em um seminário, os representantes das empresas envolvidas no evento tiveram um tempo determinado para as devidas apresentações. O evento destacou a oportunidade para troca de informações e experiências com o propósito de conectar, mesmo que virtualmente, empresas para o desenvolvimento de novos negócios.

 

Tecnologia

Cinco empresas apresentaram seus modelos de negócios no painel Tecnologia. Evandro Gonçalves, Diretor da Datatem, fala da atuação da empresa como provedora de conectividade gerenciada com foco nos mercados de Smart City, Smart Energy e IoT, com soluções dedicadas para cada nível da cadeia produtiva. Fundada em 2012 e hoje com mais de 800 clientes ativos em todo o país, está incluída nos ecossistemas do Paraná como Vale do Pinhão, Hotmilk, Fiep. O propósito da empresa é unir a cobertura nacional da rede GPRS (EDGE 3G e 4G) com plataforma de gestão de sim card M2M. Em paralelo, oferece suporte técnico que entende o fator crítico de muitas das operações dos clientes e faz atendimento personalizado.

“Todo o sistema de Smart Energy necessita de gerenciamento remoto”, aponta Gonçalves. “O envelhecimento da rede de distribuição de energia tem feito com que os players do mercado procurem gestão remota, com renovação de ativos de rede e uma visualização mais antecipada de pontos de falha”, informa.

Douglas Carstens, da Materialize, cujo trabalho é auxiliar na construção de projetos na área de tecnologia da informação e encontrar oportunidades de negócios, destacou a importância de identificar lacunas no mercado de tecnologia para pensar e elaborar novas soluções. Hoje, os clientes que procuram a Materialize encontram, explicou Douglas, equipe de especialistas, com metodologia de trabalho personalizada, entregas semanais e comunicação 100% registrada e compartilhada em tempo real. “A gente consegue trazer muito mais produtividade hoje do que quando tínhamos uma metodologia mais tradicional, do dia a dia de desenvolvimento”, garante.

Atualmente, a empresa contabiliza sete mil horas realizadas em projetos, 26 especialistas em TI, mais de 20 ideias materializadas; 2,6% de churn (taxa de benefício real para os clientes); 51% de crescimento em números de horas trabalhadas por mês no primeiro trimestre deste ano. “A gente começou a entregar para o cliente o resultado que ele não tinha com a própria equipe”, comemora.

Como representante da Crowd Voice, empresa que investe em tecnologia, Carstens apresentou o trabalho cujo foco é resolver dificuldades na busca por informações sobre cobertura das operadoras de celular. Uma vez que as informações sobre essas coberturas na maioria dos casos são prestadas pelas próprias operadoras, havia dificuldade em entender, por exemplo, por que em determinadas áreas que, segundo as prestadoras do serviço, contavam com cobertura, o sinal não era dos melhores. Assim, a empresa oferece uma solução que faz todo o mapeamento da cobertura das operadoras.

“Essa dor era muito latente tanto no mercado de energia quanto no de meios de pagamento. Então desenvolvemos algo diferente: fazer nosso mapeamento junto da cobertura das operadoras. E nisso criar um database desses dispositivos para saber qual é a cobertura e como isso pode mudar”, explicou. Exemplo: um prédio construído em determinada região pode se transformar em empecilho para o sinal do celular. Uma vez que toda empresa precisa de uma comunicação constante e fluida com seus clientes, a Crowd Voice auxilia na criação de ferramentas para que esse canal não seja interrompido. Com a tecnologia SDK (Software Development Kit), oferece a desenvolvedores como melhorar seus aplicativos. E em paralelo encontra sinais de celular e cria os mapas das operadoras.

“Nesse momento de pandemia, temos uma ação que entende a mobilidade e a proximidade das pessoas junto a hospitais e áreas de risco para entender se existem aglomerações. Conseguimos pegar esses dados, de forma anônima, autorizados pelo cliente, dentro do que define a Lei Geral de Proteção o de Dados (LGPD) e usamos isso para o bem”, informa. Os dados são fornecidos de forma gratuita aos órgãos públicos responsáveis pelas ações de controle e combate à covid-19.

Criada em 2008, com foco em soluções direcionadas a gestão de custo em telecomunicações, a MG8 auxilia seus clientes na minimização dos custos. Em sua apresentação, Luiz Francisco Matos Neto, co-fundador, destacou que a MG8 faz uma análise do cliente, dos contratos de telecom, infraestrutura e os serviços contratados. A partir dessa avaliação, propõe melhorias de revisão dos contratos, atualização da tecnologia e otimização dos recursos. Na área de gestão, assume a tratativa com a operadora de determinado serviço, contestando cobranças indevidas (caso encontre alguma), além da alocação de recursos, controle do inventário e serviço de help desk.

Com uma ferramenta própria, a TRP (Telecom Resources Planning), consegue ter uma visão completa dos serviços gerenciados. Permite, por exemplo, visualizar todos os gastos de telecom da empresa por tipo de serviço ou operadora. Ela é atualizada diariamente, se adapta a qualquer modelo de negócios e tem integração com sistema de ERP. O desenvolvimento é da Materialize.

Marcelo Otte, diretor da Vetorlog, lembrou em sua fala que usa solução Datatem em serviços prestados ao setor de energia. Com foco na gestão de energia elétrica, oferece, como produto principal, sistemas para medição e monitoramento de energia elétrica. No mercado desde 2011, todos os seus profissionais têm origem no mercado de energia. Hoje conta com mais de 600 pontos de medição de energia e atuação intensa no setor de energias renováveis.

A solução oferecida pela Vetorlog coleta os dados do medidor, que são enviados para servidores em nuvem. Disponibiliza também ao usuário o aprimoramento de indicadores, ferramentas de análises, com gráficos, índices e tabelas. “A gente vende conveniência”, explica Otte. “A gente liberta o cliente da tabela excel”. As soluções são de fácil instalação e está disponível a qualquer grande consumidor. Entre suas funcionalidades estão a setorização dos gastos, comparação de consumo x meta, composição de custos e comparação do quanto é utilizado de geração distribuída ante o uso tradicional.

“Comparo nossas soluções com o computador de bordo de um carro. Você chega ao fim da viagem e descobre quanto gastou. Quem gosta de dirigir com computador de bordo já economiza ao longo da viagem”, explica.

 

Gestão e inovação

Quatro empresas abordaram o tema no segundo painel. Adilson Santos, co-fundador da 4.0 Skills tratou do trabalho de treinamento e orientação profissional ofertado pela empresa. Tomando a NBA, liga profissional de basquete norte-americana, e a valorização que ela obteve nos últimos cinco anos, ressaltou a busca atual pela excelência como algo presente em todas as atividades profissionais.

Fundada no segundo semestre do ano passado, a empresa atua com foco em dois públicos potenciais: profissionais interessados na evolução das suas carreiras, que percebem a necessidade de aprimoramento de desempenho, e empresas que buscam se aproximar no ambiente da indústria 4.0 com cultura de investir em suas equipes, no incremento de processos e de performance.

“Há uma cultura de excelência presente, uma busca por superação. Essa é a razão de existência da 4.0 Skills”, definiu Santos.

Voltada à capacitação e à melhoria de gestão no agronegócio, a SIA trabalha pelo que classifica como intensificação sustentável. “Dentro do agronegócio a gente se depara com intensificações nem tão sustentáveis”, informou Bruno Quadros, diretor executivo da empresa, fundada em 2010. “A SIA traz essa visão de olhar o todo de uma propriedade rural e procura, com a nossa equipe, enxergar o negócio como um todo”, acrescenta. Desse modo, suas soluções contemplam sustentabilidade ambiental e econômica para as propriedades atendidas.

A maneira que a empresa encontrou para inovar em um setor bastante tradicional como o agro foi a digitalização. Utiliza o conceito de farm design em que cada parte da propriedade é vista de modo específico, como uma unidade, para conferir se a produção é eficiente.

Hoje a empresa conta com clientes nos três Estados do sul, além do Mato Grosso. São 1.224 propriedades atendidas de forma indireta e 2 mil de modo direto, em 205 municípios. O atendimento prestado pela SIA é diário: todos os dias um técnico da empresa visita a propriedade, está junto com o produtor, dando assistência e consultoria.

Em sua intervenção, Felipe Wotecoski, CEO da Hidreo Energy Solutions, explicou que o trabalho da startup (que mudou o nome no início deste ano para iniciar um trabalho de internacionalização) é focado no desenvolvimento de soluções para microgeração de energia a partir de fontes renováveis. “Falar sobre energia é falar sobre o maior desafio que a humanidade tem pra resolver nos próximos 50 anos, segundo especialistas: o fornecimento, distribuição e qualidade de energia”, salienta.

Hoje a empresa oferece a MCH, ou micro central hidrelétrica. Com as dimensões próximas às de um frigobar, o módulo tem capacidade para gerar energia para atender até cinco casas de porte médio. O produto trabalha com captação de fio d’água sob pressão, vazão a partir de 5 litros por segundo, potências de 1 a 75kW, ou até 54 mil kWh/mês.

Hoje a Hidreo atua em cinco estados do país, tem como meta fechar 50 contratos em 2020 e trabalhar com mil profissionais no Brasil. O trabalho se dá por meio de representantes e canais revendedores – lojas de material de construção e elétrico.

A Fohat, a primeira empresa de energy intelligence do Brasil, aplica inovação no setor energético ao entender as demandas desse mercado relativas a questões regulatórias e políticas. “Nossa missão é unir o setor energético ao financeiro”, informa Renan Schepanski, head de vendas. “A união desses dois mundos fará do Brasil um mercado evoluído, como o de países como Alemanha e Austrália”, projeta. Todo o trabalho da empresa é orientado pelo conceito dos 3D’s da energia.

A atuação da Fohat acontece em duas linhas: integração, com arranjos customer needs para a gestão dos ativos de uma empresa, voltados para autossuficiência energética, eficiência e redução de custo; e linha de comercialização, com soluções que digitalizam o processo e promovem transações de energia peer-to-peer, com o uso de inteligência artificial, big data e advanced metering.

 

Energia e sustentabilidade

O terceiro painel foi aberto por Cesar Augusto, fundador e diretor da Domínio Solar. Desde 2015 no setor de energia solar fotovoltaica, tem como propósito auxiliar pessoas e empresas de diversos portes a alcançar resultados econômicos e sustentáveis a partir da geração de energia oriunda da luz do sol. Conta com equipe própria de engenharia, estrutura completa de profissionais qualificados e mais de 32 mil placas instaladas em nove estados do país.

A solução oferecida pela Domínio Solar contempla todas as etapas do processo, desde a viabilidade técnica, econômica e financeira do projeto, incluindo assessoria na escolha do fornecedor de equipamento. “Buscamos por resultado financeiro e linhas de crédito competitivas, todo o processo jurídico-operacional, que envolve também solução sobre mercado livre e geração distribuída e a comercialização de energia excedente para grandes clientes”, diz o empresário.

Atualmente, com base em estudo da Bloomberg, a energia solar representa apenas 1,2% da matriz elétrica do país, mas a projeção é chegar a 32% até 2040.

A Lummi Energia entende que o setor elétrico é bastante complexo. Assim, seu trabalho de consultoria e gestão em energia é simplificar todos os processos, conforme informou Pedro Masiero. “Trazemos uma solução completa, desde a identificação do potencial até o uso da energia como um todo”.

Com “cara de startup”, salienta Masiero, atua a partir de quatro pilares: enxugando processos, com métodos fáceis, simples e ágeis; excelência técnica, com dedicação profunda ao planejamento e verificações técnicas; presença constante, com investimento em ferramentas e pessoas para que a comunicação e o acompanhamento sejam constantes; transparência, atenta aos interesses dos investidores.

A EIDEE Energia trabalha focada em sustentabilidade, inovação e transformação digital. Segundo Claudio Dantas, CEO da empresa, a palavra de ordem é transformar gastos em investimento que tragam benefícios.

Para isso, desenvolveram junto com o NRGHUB uma metodologia de projetos chamada iLabs, um laboratório de inovação. Por essa metodologia, trabalham para transformar gastos recorrentes e ineficiência em novos benefícios a partir da implantação do modelo iLabs. Faz-se um diagnóstico do projeto, então é criado um mapa de oportunidades, que é tratado como prioridade do trabalho. A seguir, define-se quais os projetos possíveis, a estrutura de cada um deles e coexecuta os projetos com outros conceitos do iLabs: as células de inovação.

Com esse conceito, já trabalharam em projetos de iluminação pública e projetos de iluminação artística para algumas prefeituras. Além disso, a empresa trabalha também com projetos de eficiência em edificações, que permitem, por exemplo, definir um modo de utilização otimizada de energia a partir do uso de energias renováveis. Outra solução é a de eficiência industrial, sobretudo na parte de motores, que demandam maior energia.

A Emergia é uma consultoria que atua na área de engenharia ambiental. Fundada por Ana Paula Franco de Oliveira e Vitória de Oliveira, surgiu a partir das dificuldades observadas no setor. A partir de uma enquete, as consultoras perceberam que, de 100 profissionais que responderam a enquete, 90 assumiram que não conseguem entender como ampliar sustentabilidade na prática e no dia a dia das organizações; 80 desses profissionais não contam com corpo técnico para auxiliar nos processos ambientais ou não se sentem preparados para isso, e encontram dificuldades para trabalhar com sistemas e burocracias.

Criaram então soluções que promovem o desenvolvimento sustentável. Entre elas, um plano de gestão de resíduos sólidos, que permite à empresa pensar no resíduo gerado por ela como um produto, matéria prima para ser aplicada no início do processo produtivo ou para ser vendido a outras empresas.

 

A Emergia realiza também toda a avaliação de processos ambientais, como licenciamento ambiental, gerenciamento de resíduos, estudos de impacto de vizinhança, atua em P&D com universidades e realiza capacitação profissional, além de aplicar seus conhecimentos na busca por certificações ambientais e de qualidade.

Um dos trabalhos de capacitação profissional realizado pela Emergia é o Ciclo Sustentável, em parceria com NRGHUB, que acontece por meio de workshops práticos. “Não é que os profissionais não sejam capacitados para atuar e aplicar sustentabilidade. É que no cotidiano muitas vezes acontece de se perder o foco”, analisa Vitória de Oliveira. Ela acrescenta que sustentabilidade não é apenas pensar no meio ambiente, mas também em todo o lado social do processo produtivo, que envolve colaboradores internos e externos e a parte econômica de uma organização.

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NRGTALKS – Edição Especial: Domínio Solar

A energia solar associada à arquitetura

 

No dia 20 de novembro, o NRGHUB abriu suas portas para uma edição especial do NRGTALKS promovido pela Domínio Solar em parceria com a ASBEA/PR e RIBEIRO SOLAR. O evento contou com a presença dos principais escritórios de arquitetura de Curitiba e apresentou as principais tendências para os próximos anos em energia solar.

Para o diretor da Domínio Solar, César Augusto, eventos como esse são de extrema relevância para que o setor de energias renováveis, em específico, a energia solar seja difundido em outros segmentos de mercado, como o da arquitetura. “Percebemos que existe ainda uma falta de conhecimento muito grande por parte dos profissionais da arquitetura em relação às possibilidades de utilização de sistemas de geração de energia. E nossa intenção com esse evento foi desmistificar a complexidade desses sistemas e apresentar as diversas oportunidades e benefícios que a energia solar traz, tanto para a modernização e sustentabilidade do

s projetos, quanto para os consumidores” ressalta César. 

Atualmente, já existem placas solares translucidas ou que podem ser aplicadas nas fachadas de empreendimentos. Dessa forma, é possível aliar design, beleza com sustentabilidade e economia. 

Para o arquiteto Ademar Stofela e vice-presidente da ASBEA/PRo evento trouxe um bom conteúdo aliado à aplicação prática. “Certamente ampliamos o nosso conhecimento sobre as soluções arquitetônicas com abordagens sustentáveis apresentadas nos cases.” acrescenta Stofela. 

Stofela, ainda ressalta que é de grande importância a tecnologia aplicada a esses materiais e equipamentos para a arquitetura, estarão cada vez mais presentes em projetos arquitetônicos, integrando as formas arquitetônicas às soluções sustentáveis.

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Se quiser saber mais como participar desses eventos ou promover seus produtos e soluções entre em contato com o NRGHUB. 

Conecte-se: contato@nrghub.com.br 

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NRG TALKS – Edição Especial Bar do Alemão

O Bar do Alemão e NRGHub realizaram um happy hour sobre consumo consciente no dia 27 de Julho e contou com a presença de especialistas que compartilharam suas experiências e conhecimentos sobre práticas sustentáveis.

“Ficamos muito otimistas com a realização desse evento aqui no Bar do Alemão. Sabemos a importância da conscientização sobre o consumo e o impacto que ele causa no meio ambiente. Só aqui no bar, somos 55 funcionários que com certeza levarão esse debate para dentro de suas casas. Imagine se conseguirmos expandir para uma boa porcentagem de nossos clientes?”, observa Jorge Tonatto, gerente do bar.

O evento é uma edição especial do NRG Talks, um bate-papo descontraído sobre inovação e sustentabilidade realizado mensalmente pelo NRGHub, e nesta ocasião fez parte do 7º Festival de Inverno do Centro Histórico de Curitiba, que aconteceu entre os dias 18 e 27 de julho.

 “A ideia é que o Bar do Alemão seja protagonista sobre o tema consumo consciente no Centro Histórico. Queremos mostrar para os estabelecimentos comerciais e para as pessoas o quão importante é pensar sobre esse assunto. Além de networking, informação e um bom chope, nosso objetivo é promover a conscientização do consumidor em relação a temas como o desperdício de alimento, consumo de energia, água, gestão de resíduos e muito mais”, afirma Renata Abreu, fundadora do NRGHub, primeiro espaço colaborativo temático do Brasil voltado à inovação, sustentabilidade e energias.

As conversas que fizeram parte do happy hour abordaram temas como “Consumo e Consciência: Como pequenas atitudes podem gerar grandes economias para o Brasil?”, com Deborah Munhoz, ecoempreendedora e fundadora do EcoinLab – Laboratório de Economia Circular & Escola de Negócios para Cientistas e Engenheiros, e  “A Problemática do Resíduos Sólidos: Qual a importância de um bom gerenciamento?” , com Vitória de Oliveira, engenheira ambiental especialista em gerenciamento de resíduos e co-fundadora da Emergia Engenharia e Consultoria Ambiental.

Os participantes também puderam conhecer um projeto incrível que simplifica a linguagem da sustentabilidade e contribui com a melhoria da gestão de resíduos em condomínios residenciais por meio da comunicação e do design gráfico realizado pelos designers Frederico Westphalen, Angélica Sereneski e Bruno Pilato. Vale ressaltar que este projeto está sendo incubado no NRGHUB.

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NRG Talks – União da Vitória

NRG Talks expande fronteiras e desembarca em União da Vitória

 

Em junho, o NRG Talks ocorreu em dose dupla e pela primeira vez fora da capital paranaense. Nos dias 13 e 14, o NRGHub, junto com a RHINO Comunicação e parceiros locais, levou o evento à União da Vitória, um bate-papo dinâmico que debateu assuntos relevantes, provocando e inspirando os participantes a adotarem práticas mais inovadoras e sustentáveis em seus negócios locais.

Iniciamos nossa visita à cidade na rádio local CBN Vale do Iguaçu, onde concedemos uma entrevista para reforçar o convite de participação nos dois encontros e falar sobre inovação e sustentabilidade.

Confira mais informações sobre como foram os encontros:

 

13 de junho – NRG Talks no Centro Tecnológico da Uniguaçu

O bate-papo contou com a presença de alunos e professores de cursos de arquitetura e algumas engenharias. Numa proposta mais dinâmica, o NRG Talks teve o objetivo de, literalmente, “tirar os participantes da zona de conforto” abordando temas como inovação, disrupção, sustentabilidade, indústria 4.0, compostagem industrial, entre outros assuntos.

“O NRGHub teve a intenção de inspirar os alunos a novas possibilidades de atuação profissional, seja na forma, seja no segmento. Não precisam ter medo de arriscar, pelo contrário, queremos fazer com que os jovens se desafiem e reinventem as próprias profissões pelas quais se dedicam nos dias de hoje”, afirma Renata Abreu, fundadora do NRGHub.

Membros e parceiros do NRGHub participaram do evento para compartilhar conhecimentos e experiências, não apenas profissionais, mas também pessoais. Marcos Lima, diretor e fundador da SM4RT Digital, falou sobre a digitalização da indústria e sobre o universo amplo da internet das coisas. Já Pedro Masiero, diretor da Lummi Energia e da CEOS, abordou aspectos relacionados à inovação e à disrupção e contribuiu com desmistificação desses termos.

“Também tivemos a presença, de forma digital, da startup FOHAT, que apresentou seu modelo de negócio voltado ao setor de energia, destacando de que forma as soluções que eles vêm desenvolvendo irão simplificar o mercado energético, principalmente do ponto de vista da comercialização e do consumo. Por fim, tivemos a presença de uma empresa bastante consolidada no mercado, o Grupo Andrade, que atua há 31 anos em gestão ambiental”, revela Renata Abreu.

Sobre nossos parceiros:

– SM4RT Digital: Empresa de tecnologia que habilita seus clientes para o mundo 4.0 através de soluções em IoT, Indústria 4.0, Inteligência Artificial e Big Data.

– LUMMI ENERGIA:  Fundada em 2016, tem o objetivo de viabilizar projetos de CGHs com mesma qualidade de UHE e PCH. Tornou-se uma empresa focada em trazer soluções inovadoras para todas as fontes de energia. Atualmente, além dos projetos tradicionais de PCH e CGH, atua como consultora para soluções em armazenamento de energia, geração distribuída, smart grid, entre outros.

– CEOS: Fundada em 2017, a empresa acredita que inovar é questionar o status quo e utiliza as técnicas de foresight para auxiliar organizações a se anteciparem às mudanças e construir futuros desejáveis.

– FOHAT: Empresa de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia para o setor de energia, que fornece soluções integradas com foco em otimização de ativos e digitalização da comercialização de energia, utilizando tecnologias como Blockchain, Tokenomics, Advanced Metering e Big Data.

– GRUPO ANDRADE: O grupo é composto por quatro empresas: a Andrade Engenharia Ltda e a Envlab Laboratórios Ltda, com sede em Curitiba/PR, e a Andrade Paulista e a Reciclex, com sede em São Paulo/SP. Todas as empresas têm como missão oferecer as melhores soluções de consultoria e processos e serviços ambientais a fim de minimizar os impactos ambientais e redução de custos das empresas.

 

14 de junho – NRG Talks com empresários

Neste dia, realizamos um café da manhã com encontro de negócios, que contou com a presença do prefeito de União da Vitória, Santin Roveda, bastante engajado em ações inovadoras e sustentáveis para o desenvolvimento econômico da região. Ainda esteve presente o deputado estadual Alexandre Curi.

Segundo o prefeito, o evento foi de fundamental importância para que ocorra troca de experiências e informações atualizadas sobre o que vem acontecendo no mercado. “Os empresários locais que pretendem inovar, investir em novas tecnologias e manter contato com diferentes perfis empresariais estiveram presentes no evento, assim como eu, juntamente com os jovens empreendedores de União da Vitória”, afirmou. Ele e toda a equipe de sua administração pública ainda reforçaram a importância de se prestigiar situações como o NRG Talks, que proporciona um encontro de pessoas que desejam o desenvolvimento de suas cidades e regiões.

Participaram ainda as seguintes empresas locais: Melo Advogados Associados, com destaque para a Dra. Maria Salette Rodrigues de Melo, patrocinadora do evento; Capimar, empresa produtora de erva-mate; Supermercados Macliv; Senac; ATEMA; Coletur; CBN; Lady Decor; e Minerallis.

A Dra. Maria Salette Rodrigues de Melo, advogada da Melo Advogados Associados, ressaltou a importância de se trabalhar os temas inovação e sustentabilidade de forma integrada. “Hoje, esses dois itens não podem andar separados. Quando se fala em inovação, devemos pensar em sustentabilidade e quando falamos em sustentabilidade, devemos também pensar nas energias renováveis e no meio ambiente de maneira inovadora.”

A advogada ainda comentou um ponto bastante importante:  o contato e aproximação com os centros de ensino e universitários. “É muito importante fomentarmos esses temas em nossa região, envolvendo os centros universitários e seus diversos cursos e projetos nessas áreas. E com isso, incentivar boas ideias para que possamos desenvolver nosso município oportunizando mais renda e empregos”, observou.

Um ponto bastante discutido no café da manhã foi a geração de energia, principalmente voltada ao aproveitamento hídrico. A Dra. Maria Salette destacou o grande potencial hídrico da região, em função da presença de cachoeiras. “Gostaria de ver esse recurso sendo explorado de uma forma eficiente e sustentável, servindo de atração urbana para novas empresas instalarem-se na região”, revelou. Ela também manifestou o desejo de receber uma nova edição do evento que explore essa questão hídrica de forma mais técnica, para que projetos possam ser desenvolvidos no Território Vale do Iguaçu.

 

 

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