novembro 5, 2020

A Inovação no Setor de Energia

by nrghub in Inovação

A tecnologia tem se mostrado fundamental para o progresso de diversos setores econômicos e no setor de energia não seria diferente. Novas tecnologias para geração de energia elétrica vêm ganhando destaque, principalmente no quesito sustentabilidade e renovabilidade.

Menos impacto ambiental, mais eficiência energética, redução de custos e aumento da demanda energética são aspectos relevantes para incentivo da pesquisa e desenvolvimento de inovações tecnológicas do setor energético. Aliado a esses fatores, estamos vivendo na Era da Conectividade.

Recursos como internet das coisas, big data, computação em nuvem e inteligência artificial proporcionam uma nova arquitetura de distribuição de energia elétrica. Esses recursos, integrado a tecnologias desenvolvidas através das fontes renováveis configuram as tendências tecnológicas dos próximos anos.

Em comemoração ao mês da Inovação convidamos Leandro Martins, CEO da EnergyNest e Luiz Mandarino, Diretor da Open Source para compartilhar sua visão sobre O que é inovação? E como ela vem sendo aplicada no setor de energia.

Para Leandro Martins a inovação são novas ideias colocadas em ação, que permitem melhorar processos, resolver dores de mercado e até mesmo possibilitar a criação de novos mercados. Do ponto de vista de empresas e corporações, a inovação contribui com a redução de custos e aumento da lucratividade. Já para Mandarino, inovação é ideia + execução e na prática “Inovação é gerar nota fiscal!”.

Com base nesses conceitos podemos dizer que a inovação não deve ser encarada como um obstáculo, mas sim, como uma necessidade e oportunidade para se manter no mercado. Com isso, para que uma empresa possa inovar é importante que ela fomente a CULTURA INOVADORA e isso deve começar, obrigatoriamente, pela diretoria, explica Leandro.

Além disso, as empresas precisam ter uma visão estratégica do PORQUÊ (propósito) e para que inovar, complementa Mandarino. “Uso um framework simples, mas eficaz: FOMENTAR (cultura e governança), CONECTAR (programas intra e open innovation) e MEDIR (acompanhar indicadores culturais, econômicos, intensidade e quantidade da inovação). Estes três pilares ajudam as empresas a desenvolver a inovação no curto, médio e longo”, recomenda Mandarino.

Falando especificamente do setor de energia, os principais desafios na hora de inovar estão relacionados à mudança cultural, regulação, transformação digital e transição energética.

Os processos nas empresas de energia são muito regulados (e de certa forma “engessados”), o que dificulta soluções mais inovadoras. Leandro Martins destaca que as regras de P&D poderiam se adaptar às necessidades de mercado, possibilitando maior dinamismo e flexibilidade às empresas na hora de utilizarem suas verbas. Assim, poderiam continuar promovendo PESQUISAS mas com maior foco na APLICABILIDADE da soluções desenvolvidas. Mandarino acrescenta que atualmente, temos um volume importante de recursos de verbas obrigatórias de P&DI, majoritariamente, indo para o desenvolvimento de projetos em Universidades. E por outro lado, ainda estamos nos estágios iniciais da inovação aberta no setor de energia, o que contribuiria com a aceleração e transformação do setor.

Assim, um grande obstáculo que ainda é observado no setor energético é a cultura inovadora. “Algumas empresas que permaneceram estagnadas por muito tempo, hoje possuem extrema dificuldade em acompanhar e desenvolver a cultura ágil que as empresas inovadoras pedem.”, ressalta Leandro Martins.

A melhor forma de incentivar a cultura inovadora dentro das empresas é permitir com que os colaboradores tenham tempo, espaço e recursos para criar e cocriar, não apenas da porta pra dentro, mas principalmente da porta pra fora, acrescenta Leandro. Assim, além da cultura inovadora é fundamental que as empresas estejam disponíveis e aptas a estas conexões externas

A inovação aberta pode ser um grande aliado no desenvolvimento de soluções inteligentes, eficientes e inovadoras. Para Mandarino, o maior desafio é conseguir conectar as iniciativas de mercado às necessidades das empresas do setor de energia para, com isso, facilitar a colaboração, boas práticas e o trabalho conjunto, em prol do progresso do setor. Por este motivo, hubs de inovação têm um papel fundamental no processo de conexão entre universidades, empresas e startups.

Luiz Mandarino complementa com 6 dicas infalíveis para incentivar a cultura organizacional inovadora:

– Dê autonomia

– Incite a criatividade

– Favoreça a experimentação

– Estimule a empatia

– Invista na diversidade

– Incentive a colaboração

Leandro Martins e Luiz Mandarino são parceiros estratégicos do NRGHub e co-realizadores do Energy Connection, um movimento que fomenta a inovação aberta no setor de energia. Entre os meses de junho, julho e agosto realizamos #JUNTOS o primeiro ciclo de webinars do ENERGY CONNECTION e tivemos a oportunidade de reunir 14 empresas líderes do setor de energia falando sobre inovação aberta com um público de mais de 1000 participantes. A proposta desta iniciativa é debater sobre a importância da inovação, como as empresas do setor de energia vêm realizando esta conexão, cases de sucesso, desafios e muito mais.

Sobre Luiz Mandarino:

Formado em Engenharia Química, com MBA em Marketing e Mestrado em Administração. Atuou em laboratório de análises químicas, pesquisa aplicada, projetos de engenharia, consultor técnico, profissional de planejamento, precificação, gerente de vendas, marketing, desenvolvimento de produtos e inovação! Atualmente, é Diretor da Open Source e atua no desenvolvimento de negócios e inovação, tanto em projetos de intraempreendedorismo como de open innovation. É Mentor de Negócios pela ABMEN (Associação Brasileira de Mentores de Negócio) e Investidor Anjo.

Sobre Leandro Martins:

CEO da Energy Nest e Diretor de Energia do grupo TCS. Formado em Eng. de Controle e Automação com Pós-graduação em Gestão de Projetos e MBA em Gestão de Negócios. Possui 20 anos de experiência em automação industrial, energia e manutenção. Desempenhou cargos de liderança em grandes empresas do setor energético, como Energisa e Voith Hydro.